RMMB1

Repertório Mínimo de Música Brasileira 1
(
II-2018: 2º/4º MCR/MI/MCA/LEM)

Programa de Ensino

quartas-feiras, das 10:15 às 12:15 horas – Sala 504

Prof. Paulo Castagna

Índice


Ementa

Repertórios de obras compostas no Brasil em distintos períodos históricos, para diversas formações vocais e/ou instrumentais, a partir da pesquisa de partituras em acervos físicos (bibliotecas e arquivos) e repositórios digitais, como capacitação para o acesso e utilização do patrimônio musical brasileiro em apresentações musicais; apreciações críticas de uma seleção das obras repertoriadas, como capacitação para a elaboração de guias de repertório e programas de apresentações musicais.

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Objetivos

  1. Capacitar o aluno a acessar e utilizar o patrimônio musical brasileiro em apresentações musicais;
  2. Capacitar o aluno a elaborar de apreciações críticas para guias de repertório e programas de apresentações musicais.

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Metodologia de ensino

  1. Instruções presenciais e virtuais do professor
  2. Atendimentos presenciais individuais e em grupo
  3. Leitura de bibliografia
  4. Realização de pesquisas em horários programados de aulas teóricas e práticas
  5. Apresentação de trabalhos
  6. Frequência a eventos do Instituto de Artes

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Avaliação

A avaliação será realizada por meio de 2 (duas) notas, referentes à entrega em PDF do trabalho em grupo “Repertório Mínimo de Música Brasileira” (T1) e pela entrega em PDF do trabalho individual “Apreciações Críticas” (T2), itens descritos e agendados abaixo, no Cronograma do curso, e cuja Média Semestral (MS) será obtida pela média aritmética das duas notas, a partir da seguinte fórmula de cálculo: MS = (T1+T2)/2. Não haverá prova entre as avaliações regulares, mas serão oferecidas, após a entrega dos trabalhos reguares, a prova substitutiva e a prova repositiva, bem como o exame final de recuperação, quando necessários.

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Trabalho 1: Repertório Mínimo de Música Brasileira (em grupo, entrega em PDF)

Este trabalho consiste na elaboração, em grupo, a partir de modelo disponível no Google Drive, de uma relação com um número mínimo de 100 (cem) fontes musicais (partituras impressas ou manuscritas), numeradas de 001 a 100, de obras compostas no Brasil e/ou por autores nascidos no Brasil, precedidas de uma sessão intitulada “Critérios de seleção” sobre sua consideração pelo grupo como repertório mínimo de música brasileira para uma das formações abaixo:

  • Canto ou instrumento solista sem acompanhamento
  • Canto ou instrumento solista acompanhado (por piano, orquestra e outras formações)
  • Conjuntos de câmara (duos, trios, quartetos, etc.)
  • Conjuntos de percussão
  • Coro (a cappella ou com acompanhamento)
  • Orquestra (de cordas, de câmara e sinfônica) sem solistas
  • Conjuntos diversos (incluindo ópera, musical, choro, MPB, jazz, etc.)

Para as fontes musicais impressas devem ser indicados, após sua numeração: SOBRENOME, nome do autor (com datas de nascimento e morte). Título em itálico; subtítulo sem itálico (data de composição entre parêntesis); formação (por extenso ou abreviada). Local de edição: editora, ano de edição. Número de páginas. Link para repositório digital, quando for o caso. Exemplo:

001. VALLE, Francisco (1869-1906). Bailado na Roça; peça característica para orquestra (1900/1906). Belo Horizonte: Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, 2008. p.165-214. (Patrimônio Arquivístico-Músical Mineiro, v.3). Disponível em: https://imslp.org/wiki/Bailado_na_Roça_(Valle%2C_Francisco_Magalhães_do)

Para as fontes musicais manuscritas devem ser indicados: SOBRENOME, nome do autor (com datas de nascimento e morte). Título sem itálico; subtítulo sem itálico (data de composição entre parêntesis); formação abreviada. Indicação de manuscrito: copista, local de cópia, data de cópia, número de páginas ou volumes, arquivo, biblioteca, ou link para repositório digital, quando for o caso. Exemplo:

001. TRINDADE, Gabriel Fernandes da (1798-1854). Três duetos concertantes para dois violinos (c.1814); vl I, vl II. Manuscrito: cópia de Camilo Fernandes da Trindade, s.l., s.d. Arquivo da Orquestra Lira Sanjoanense (São João del-Rei – MG). Disponível em: https://imslp.org/wiki/3_Duos_Concertantes_for_2_Violins_(Trindade%2C_Gabriel_Fernandes_da)

Os “critérios de seleção” (sessão que precede a indicação das 100 obras selecionadas) devem esclarecer por quais razões essas 100 obras foram escolhidas, ou seja, quais foram os critérios que nortearam sua seleção como repertório mínimo de música brasileira para o instrumento ou formação em questão, além dos critérios básicos como a diversidade estilística, cronológica e geográfica das obras.

Os grupos devem ter o mínimo de 2 (dois) e recomenda-se o máximo de 5 (cinco) integrantes, porém serão aceitos grupos com número maior de integrantes, desde que seja somada a quantidade de 20 (vinte) obras por novo integrante. O número mínimo total de 100 (cem) obras musicais por grupo é obrigatório, até os grupos constituídos por 5 (cinco) integrantes. Grupos com mais de 5 integrantes deverão atender as seguintes quantidades mínimas de obras no Repertório Mínimo de Música Brasileira:

Número de integrantes do grupo Número mínimo de obras
2 100
3 100
4 100
5 100
6 120
7 140
8 160
9 180
10 200

A não entrega de trabalho ou não participação em grupo de Repertório Mínimo de Música Brasileira, se ocorrer, poderá ser reposta tanto pela Prova Substitutiva quanto pela Prova Repositiva (ver abaixo).

A entrega do trabalho deverá ser feita exclusivamente por meio do envio de arquivo PDF (máximo de 2,0 Mb) para o e-mail  brsp@uol.com.br. A entrega em atraso do trabalho “Repertório Mínimo de Música Brasileira” acarreta o desconto de 2,0 (dois) pontos em sua nota por dia da semana de atraso (desconsiderando-se, portanto, sábados e domingos), a contar a partir do horário de término da aula, sendo atribuída a nota zero ao trabalho não entregue após o total de sete dias de sua data de entrega oficial.

Ao trabalho em grupo “Repertório Mínimo de Música Brasileira” será atribuída uma frequência equivalente a 10 (dez) aulas práticas. A não participação no grupo ou a não entrega do trabalho implicará, além da nota zero nesta avaliação, a atribuição de 10 (dez) faltas nas aulas práticas. O trabalho será considerado definitivamente não entregue após o total de sete dias de sua data de entrega oficial, a contar a partir do horário de término da aula.

Atribuição de nota a este trabalho. A atribuição de nota considerará o lançamento correto das informações de cada uma das 100 partituras do repertório (ou 120, no caso de grupos de 6 integrantes), a diversidade das obras referidas, a indicação de obras compostas no Brasil e/ou por autores nascidos no Brasil e a apresentação de critérios de seleção coerentes. Atenção: obras referidas apenas na forma autor/título, sem as informações de edição ou cópia, não atendem às solicitações deste trabalho.

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Trabalho 2: Apreciação Crítica (individual, entrega em PDF)

Como segunda e última forma de avaliação, solicita-se aos(às) alunos(as) a elaboração de comentários exclusivos e individuais sobre 20 (vinte) das obras repertoriadas no trabalho em grupo “Repertório Mínimo de Música Brasileira”, a partir de modelo disponível no Google Drive. Para que os comentários sejam exclusivos, 20 (vinte) de cada uma das obras repertoriadas devem ser especificamente atribuídas a cada integrante do grupo, de maneira que os comentários de uma mesma obra não sejam atribuídos a dois ou mais integrantes.

Os comentários, em torno de uma lauda por obra (mas sem limite mínimo ou máximo exato), devem ser realizados em tópicos numerados (com o mesmo número adotado no trabalho em grupo “Repertório Mínimo de Música Brasileira”), com indicação de autor, título e subtítulo da obra (data de composição entre parêntesis), formação e consideração dos seguintes aspectos no comentário, não necessariamente nessa ordem:

  • Informações históricas sobre a composição da obra;
  • Contexto histórico-estilístico da obra
  • Principais ideias composicionais adotadas (temas, estrutura, técnicas, etc.);
  • Significados e interesses da obra na atualidade;
  • Aspectos da obra que a tornam singular no panorama da música brasileira;
  • Visão crítica do(a) aluno(a) em relação à obra.

A entrega do trabalho deverá ser feita exclusivamente por meio do envio de arquivo PDF para o e-mail  brsp@uol.com.br. A entrega em atraso do trabalho impresso individual “Apreciação Crítica” acarreta o desconto de 2,0 (dois) pontos em sua nota por dia da semana de atraso (desconsiderando-se, portanto, sábados e domingos), a contar a partir do horário de término da aula, sendo atribuída a nota zero ao trabalho não entregue após o total de sete dias de sua data de entrega oficial.

Ao trabalho individual “Apreciação Crítica” será atribuída uma frequência equivalente a 5 (cinco) aulas práticas. A não participação no grupo ou a não entrega do trabalho implicará, além da nota zero nesta avaliação, a atribuição de 5 (cinco) faltas nas aulas práticas. O trabalho será considerado definitivamente não entregue após o total de sete dias de sua data de entrega oficial, a contar a partir do horário de término da aula.

Atribuição de nota a este trabalho. A atribuição de nota considerará a redação das 20 (vinte) apreciações críticas, o atendimento dos aspectos acima indicados e o interesse informativo das apreciações para o público frequentador de apresentações musicais.

Atenção: alunos(as) que não tenham entregue ou não tenham participado dos grupos para elaboração do Trabalho 1 (Repertório Mínimo de Música Brasileira) poderão entregar o Trabalho 2 (Apreciação Crítica), nesse caso efetuando por conta própria a seleção de 20 obras e apresentando conjuntamente as referências e os critérios de seleção de tais obras, além das apreciações críticas de cada uma delas, o que não exime os(as) alunos(as) que não tenham apresentado o Trabalho 1 das 10 (dez) faltas correspondentes a esse trabalho.

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Exemplo de apreciação crítica

001. Francisco Valle (1869-1906) – Bailado na Roça; peça característica para orquestra (1900/1906); flautas I e II, oboés I e II, clarinetas I e II em Si bemol, fagotes I e II, trompas I, II, III e IV em Fá, trompetes I e II em Fá, pandeiro, pratos/bombo, tímpanos em Dó e Fá, violinos I e II, viola, violoncelo e contrabaixo)

Esta composição foi preservada em quatro fontes, todas pertencentes à Biblioteca Alberto Nepomuceno da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, antigo Instituto Nacional de Música. A fonte 1 é a única partitura autógrafa, provavelmente elaborada em 1906. As fontes 2 e 3 são partes cavadas por copistas não-identificados (faltando as partes de pandeiro, prato e bombo), enquanto a fonte 4 é uma partitura não-autógrafa, elaborada provavelmente em 1914, por Ismael Guarischi, professor de trombone do Instituto Nacional de Música.

A edição dessa obra foi essencialmente baseada na partitura autógrafa, porém as demais fontes, sobretudo a fonte 2, foram usadas para se esclarecer algumas dúvidas, como a determinação da parte que deve soar, quando em um naipe de dois instrumentos o autor não indicou qual deles deveria tocar. Ainda assim, as fontes são quase sempre concordantes entre si e apresentam uma quantidade bem menor de problemas que nas demais peças deste volume.

A música não envolve a dança em palco, como os ballets orquestrais europeus do século XIX, mas apenas a estilização de cenas brasileiras relacionadas à dança e, por isso, foi sub-intitulada, pelo autor, “peça característica”. A obra está dividida em dois movimentos e cada um deles em duas seções, sem interrupção: o primeiro, que se inicia em Fá maior e conclui em Ré menor, possui as seções “Os Garotos Fardados” e “Os Camponeses”, enquanto o segundo movimento, que conclui na tonalidade principal Fá maior, possui as seções “Os Caipiras ou Violeiros” e “Samba”. Embora refletindo as inovações da escola sinfônica francesa, transmitidas ao compositor mineiro por César Franck, o Bailado na Roça possui uma inequívoca ligação com a Sexta Sinfonia (Pastoral) de Beethoven, estreada em 1808 e impressa em 1826, desta vez com os títulos e subtítulos descritivos para cada um de seus movimentos que também constam nas edições subseqüentes. Podemos entender a relação entre a composição alemã e a concepção musical de Francisco Valle ao ler um trecho de sua conferência de 1905, na qual o músico brasileiro se refere àquela sinfonia como uma obra bastante próxima de seu quotidiano: “Na Sinfonia Pastoral sentiremos a aragem campestre e os atrativos da excursão. O primeiro tempo desta sinfonia, calcada sobre um motivo simples e pequeno, por uma coincidência, alguma coisa parecida com o canto do nosso sabiá, descreve a satisfação que nos dá um passeio ao ar livre.”

Além de adotar títulos descritivos para suas seções, Francisco Valle chega a citar explicitamente as quatro primeiras notas do tema do quinto movimento da Sexta Sinfonia (c.9-10) no segundo movimento do Bailado, nas trompas e trompetes dos c.113-120, assim como nas clarinetas, trompas e trompetes dos c.153-160, em pleno “Samba”. O fragmento do tema de Beethoven aparece com as mesmas notas, tonalidade e fórmula de compasso na trompa IV, nos c.153-156, ao passo que o tema dos clarinetes e trompetes que abre o Bailado, reaparecendo em vários outros trechos da obra, nada mais é que uma forma retrógrada e modificada desse mesmo fragmento. Tais citações, além de sua função temática, funcionam como uma afirmação do modelo utilizado pelo autor, por vezes interrompendo abruptamente a exposição de motivos de origem popular.

Para o autor mineiro, como o foi em geral para todos os compositores românticos brasileiros, o folclore musical guardava uma grande distância do que era reconhecido pela elite como arte – esta entendida apenas como resultado da assimilação da tradição européia – e sua utilização era justificada não tanto pela sua riqueza musical, mas sobretudo pelo significado simbólico que poderia ter na representação do povo brasileiro na música considerada artística. Não foi a primeira vez que um compositor utilizou temática brasileira na música sinfônica. Valle apenas entrou em contato com uma prática que chegou ao país nas últimas décadas do século XIX, como uma ramificação do movimento romântico europeu, que já se interessava pelas referências à temática popular ou tradicional em seus países de origem. A partir dessa tendência, Alberto Nepomuceno compôs a Série Brasileira para orquestra (1888-1896), cujo quarto movimento é o conhecido Batuque (1888), enquanto Alexandre Levy escreveu a Suite brésilienne (1890), que incluía um movimento intitulado “Samba”, a partir do mesmo tema que Brasílio Itiberê da Cunha (1846-1913) havia usado na peça para piano A Sertaneja (1869).

O primeiro movimento do Bailado na Roça evoca um ambiente pastoral, mais próximo da Sexta Sinfonia que do campo brasileiro. “Os Garotos Fardados” estão representados na obra pelo toque dos trompetes, já nos primeiros compassos, enquanto “Os Camponeses” são ilustrados por uma melodia pastoral européia essencialmente trabalhada pelas madeiras. No segundo movimento, a aproximação com o folclore brasileiro é evidente, haja vista a utilização de instrumentos de percussão, incluindo o pandeiro. Para “Os Caipiras ou Violeiros”, Valle apresenta uma melodia, inicialmente nas clarinetas e oboés, mas depois desenvolvida em todas as madeiras, sempre acompanhada pelas cordas com uma rítmica característica, que foi provavelmente ouvida pelo autor no acompanhamento de danças ou canções pelos toques de viola caipira.

O “Samba” é a seção mais extensa e, certamente, a mais desenvolvida de toda a composição. Uma melodia executada nas madeiras é acompanhada por uma interessante polirritmia e em alguns lugares pela alternância de acordes de dominante e tônica, provavelmente inspirados no mesmo tipo de música popular usado por Nepomuceno em seu Batuque. Talvez o lundu ou o fandango, nos quais é comum a alternância de acordes de dominante e tônica, tenham sido estilizados por Valle nesta peça, que exibe em alguns trechos o arpejo característico das violas, como nos c.97-104 das cordas. Em alguns momentos, como nos c.121-153, o “Samba” antecipa a sonoridade das composições nacionalistas brasileiras das décadas de 1920 e 1930.

A obra possui um cuidadoso trabalho formal e uma atenta unidade temática, provavelmente resultado da técnica que Valle adquiriu em Paris com César Franck. Américo Pereira já havia observado que a obra “obedece, de certa maneira, ao espírito franquista, com a preocupação de conservar um tema circulando e servindo de liame a todos os episódios da peça.” Renato Almeida destacou a tendência nacionalista da obra, o aspecto que mais chamou a atenção dos poucos autores que escreveram alguma nota sobre a mesma no decorrer do século XX: “Aproveitando não só temas populares, como ainda efeitos e modos de tocar a viola e de cantar dos nossos sertanejos, realizou Francisco Valle uma excelente rapsódia brasileira que foi, infelizmente, trabalho de exceção.” Grande contribuição ao repertório romântico brasileiro, especialmente à menos conhecida vertente nacionalista do século XIX, o Bailado na Roça é digno de retornar às salas de concerto após quase um século de esquecimento.

O Bailado na Roça foi estreado em 31 de março de 1900, no Teatro Novelli de Juiz de Fora, em versão para dois pianos, pelo próprio autor e pelo pianista Gustavo Reich, em concerto no qual compareceu José Rodrigues Barbosa, o crítico do Jornal do Comércio, que escreveu: “Admiramos, no concerto que ele [Valle] deu no Teatro Novelli, algumas das suas novas composições, entre as quais um interessantíssimo Bailado, em que o autor nos aparece como folclorista habilíssimo.” De acordo com Américo Pereira, o Bailado recebeu do compositor a forma orquestral em seu último ano de vida e “foi tocado na 22ª audição da Sociedade de Concertos Sinfônicos, dedicada ao Sr. Presidente Wenceslau Braz, a 19 de novembro de 1914, no Teatro Municipal [do Rio de Janeiro], sendo a orquestra dirigida pelo venerando maestro Francisco Braga.” Foi provavelmente em função desse concerto que todas as fontes atualmente conhecidas da versão orquestral dessa composição, inclusive o autógrafo, encontram-se na Biblioteca da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, antigo Instituto Nacional de Música, onde Francisco Braga lecionou entre 1902 e 1937. A versão para dois pianos, entretanto, não foi até o momento localizada.

Existe um certo mistério em torno do título exato desta obra. O autógrafo (fonte A1) apresenta o título Bailado, não escrito pela mão do autor, uma vez que a folha de rosto original parece ter se perdido. As cópias A2, A3 e A4 também indicam apenas a forma Bailado, mas, em A4, este título está rasurado, com outra grafia, para Bailado na Roça, entre aspas. Pode ser que a forma abreviada tenha sido usada no concerto de 1900 (pois Rodrigues Barbosa referiu-se à obra apenas como Bailado) e a completa tenha aparecido na versão orquestral de 1906. O desaparecimento da versão para dois pianos e a provável perda da folha com o título autógrafo na fonte A1 prejudicam o estabelecimento do título autorizado, porém optou-se, nesta edição, pela forma Bailado na Roça, que acabou sendo consagrada na literatura musicológica brasileira, a começar pelas publicações de Américo Pereira.

[Excerto de: VALLE, Francisco. Bailado na Roça (Peça Característica para Orquestra); edição de Paulo Castagna. In: CASTAGNA, Paulo (coord.). Francisco Valle; coordenação Paulo Castagna; pesquisa musicológica, edição e comentários Lúcius Mota, Paulo Castagna; ‎editoração musical Leonardo Martinelli; revisão técnica Marcelo Campos Hazan; ‎english version Marcelo Campos Hazan, Tom Moore; textos introdutórios Angelo Alves Carrara, Cyro Eyer do Valle, Lúcius Mota, Paulo Castagna; prefácio Aurelio Tello. Belo Horizonte: Governo de Minas Gerais / Secretaria de Estado de Cultura, 2008. PAMM 15, p.165-214. (Patrimônio Arquivístico-Músical Mineiro, v.3)]

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Localização das fontes musicais

A localização das fontes musicais deverá ser realizada em bibliotecas físicas (com destaque para as bibliotecas do IA/UNESP, ECA/USP e Centro Cultural Vergueiro) ou em repositórios digitais, como os seguintes:

Acervo da Música Brasileira
Patrimônio Arquivístico-Musical Mineiro
Acervo Digital Chiquinha Gonzaga
Biblioteca Nacional Digital (material: partituras)
Choral Public Domain Library (CPDL)
Ernesto Nazareth 150 anos
Henrique Alves de Mesquita
Partituras digitais do Instituto Piano Brasileiro
IMSLP – International Music Score Library Project
Musica Brasilis: partituras

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Compartilhamento dos trabalhos

Após o encerramento da disciplina, ao final de novembro, todos os trabalhos recebidos serão enviados a todos os alunos desta disciplina.

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Prova substitutiva

Destinada à substituição de apenas uma, dentre as duas notas obtidas, de zero a 5,0 (cinco) no decorrer do semestre, no dia reservado para isso no Cronograma do curso e recairá sobre a bibliografia da disciplina. Uma vez realizada a prova substitutiva, sua nota substituirá o T1 ou T2, aplicando-se a “fórmula para cálculo da nota final” do SGA (Sistema de Graduação da UNESP) acima descrita. A Prova Substitutiva não será oferecida a quem obteve nota superior a 5,0 (cinco). A realização da Prova Substitutiva não cancela as faltas decorrentes da não entrega do Trabalho 1 (Repertório Mínimo de Música Brasileira) e do Trabalho 2 (Apreciação Crítica), considerando-se tais trabalhos definitivamente não entregues após o total de sete dias de sua data de entrega oficial, a contar a partir do horário de término da aula.

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Prova repositiva

Destinada somente a quem não participou do grupo ou não apresentou um dos dois trabalhos no prazo estipulado e recairá igualmente sobre a bibliografia da disciplina. Diferentemente da Prova Substitutiva, esta Prova Repositiva não substitui notas já obtidas, destinando-se apenas à reposição das notas não obtidas (nos trabalhos 1 ou 2), portanto equivalente a zero. A realização da Prova Substitutiva não cancela as faltas decorrentes da não entrega de qualquer um dos dois trabalhos previstos, considerando-se tais trabalhos definitivamente não entregues após o total de sete dias de sua data de entrega oficial, a contar a partir do horário de término da aula

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Exame final de Recuperação

O(A) aluno(a) que obtiver Média Semestral (MS) inferior a 5,0 (mesmo após ter realizado Prova Substitutiva e/ou Repositiva) e frequência mínima semestral igual ou superior a 70,0% (incluindo a frequência das aulas práticas, referentes à participação nos grupo e entrega do Trabalho 1 e Trabalho 2 terá, ainda, o direito de realizar Exame Final de Recuperação (E1) no dia reservado para isso (ver abaixo o cronograma do curso), sobre a bibliografia da disciplina. A Média Final de Recuperação (MFR) será calculada, de acordo com o sistema adotado no SGA (Sistema de Graduação da UNESP), pela média aritmética entre a Média Semestral (MS) e o Exame de Recuperação (E1), sendo aprovado(a) o(a) aluno(a) que obtiver a Média Final de Recuperação igual ou superior a 5,0 (cinco) a partir da seguinte fórmula de cálculo: MFR = (MS+E1)/2. Para transparência da emissão das notas, segue-se a fórmula para cálculo da nota final utilizada no SGA: =MÉDIA(MÉDIA(T1;T2);E1)

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Bibliografia

CASTAGNA, Paulo. Desenvolver a arquivologia musical para aumentar a eficiência da Musicologia. In: ROCHA, Edite e ZILLE, José Antônio Baêta (orgs.). Musicologia[s]. Barbacena: EdUEMG, 2016. 154 p. (Série diálogos com o som. Ensaios, v.3). ISBN 978-85-62578-68-7. Download

CASTAGNA, Paulo. Estruturas políticas para a salvaguarda do patrimônio musical brasileiro. XI ENCONTRO DE MUSICOLOGIA HISTÓRICA. Juiz de Fora: Centro Cultural Pró-Música, 21 e 22 de julho de 2016. Anais… Juiz de Fora: Editora da Universidade Federal de Juiz de Fora, 2018. p.31-71. ISBN: 978-85-93010-00-2. Download

MARIZ, Vasco. A música clássica brasileira.Rio de Janeiro: Andrea Jacobsson estúdio, 2002. 192p.

MOLINA, Sidney. Música clássica brasileira hoje. São Paulo: Publifolha, 2010. 207p. (Folha Explica, v.85)

MÚSICA brasileira para orquestra: catálogo geral; organizado por João Guilherme Ripper. Rio de Janeiro: Instituto Nacional de Música, Projeto Orquestra, 1988. 131p.

RECINE, Analúcia dos Santos Viviani; MACAMBYRA, Marina. Manual de catalogação de partituras da Biblioteca da ECA. 2. ed. rev., São Paulo: Serviço de Biblioteca e Documentação/ECA/USP, 2010. 54p. Download

ZANON, Fábio. Villa-Lobos. São Paulo: Publifolha, 2009. 109p. (Folha Explica)

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Datas de entrega ou apresentação de Trabalhos

Atividade Data Prevista
Entrega do T1 (Repertório Mínimo de Música Brasileira): envio de arquivo PDF para o e-mail  brsp@uol.com.br 03 de outubro
Entrega do T2 (Apreciação Crítica): envio de arquivo PDF para o e-mail  brsp@uol.com.br 31 de outubro

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Conteúdo programático e cronograma preliminar

Agosto

01 – Instruções sobre os trabalhos da disciplina Repertório Mínimo de Música Brasileira

08 – Instruções sobre os trabalhos da disciplina Repertório Mínimo de Música Brasileira

15 – Horário destinado à pesquisa e atendimento (opcional)

22 – Horário destinado à pesquisa e atendimento (opcional)

29 – Horário destinado à pesquisa; afastamento do professor para o XX Congresso da Anppom (Manaus)

Setembro

05 – Horário destinado à pesquisa e atendimento (opcional)

12 – Congresso de Iniciação Científica

19 – V Encontro Nacional dos Pesquisadores em Filosofia da Música e Congresso Internacional “Intercâmbios Norte-Sul: colaborações, tensões, hibridações”

26 – Semana da ANPAP – suspensão das aulas

Outubro

03 – Entrega do Trabalho 1 em grupo “Repertório Mínimo de Música Brasileira” (em PDF, para brsp@uol.com.br)

10 – Horário destinado à pesquisa e atendimento (opcional)

17 – Horário destinado à pesquisa e atendimento (opcional)

24 – Horário destinado à pesquisa; Afastamento do Professor para a II Semana de Arquivologia Musical da Universidade Federal de Pelotas

31 – Entrega do Trabalho 2 individual “Apreciação Crítica” (em PDF, para brsp@uol.com.br); II Seminário de Música Brasileira da UNESP

Novembro

07 – Prova substitutiva (substitui qualquer nota obtida, de zero a 5,0)

14 – Prova repositiva (repõe nota não obtida por trabalho não entregue)

21 – Exame final de recuperação para quem obteve frequência semestral igual ou superior a 70% e Média Semestral inferior a 5,0 (a média final será a média aritmética entre a Média Semestral e o exame final)

28 – Data reservada para reagendamento de provas, em caso de greve interna ou externa

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